Diocese de Paranavaí

Logo após o término do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962 – 1965), o Papa Paulo VI, de feliz memória, criou, em 20 de janeiro de 1968, a Diocese de Paranavaí, no Paraná, totalmente desmembrada da Diocese de Maringá. Sua instalação deu-se em 7 de julho de 1968. Em sua bula de criação “NIL GRATIUS”, o Papa estabeleu que a padroeira da diocese e da igreja catedral seria Maria, mãe da igreja, título que havia dado à mãe de Jesus ao término do mesmo Concílio.

Assim lemos na Constituição dogmática “Lumen Gentium” – sobre a Igreja: “Pois a Virgem Maria, que na Anunciação do Anjo recebeu o Verbo de Deus no coração e no corpo e trouxe ao mundo a Vida, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor. Em vista dos méritos de seu Filho foi redimida de um modo mais sublime e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, é dotada com a missão sublime e a dignidade de ser Mãe do Filho de Deus, e por isso filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo. Por este dom de graça exímia supera de muito todas as outras criaturas, celestes e terrestres. Mas ao mesmo tempo está unida, na estirpe de Adão, com todos os homens a serem salvos. Mais ainda: é verdadeiramente a Mãe dos membros (de Cristo)... porque cooperou pela caridade para que na Igreja nascessem os fiéis que são membros desta cabeça. E por causa disto é saudada também como membro supereminente e de todo singular na Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e na caridade. E a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como mãe amantíssima” (nº 53).

Desejando valorizar tão nobre título, tomamos a iniciativa de pedir a um perito a confecção de um brasão, expressando a partir da realidade, a beleza de nossa igreja diocesana e de sua mãe, a Bem Aventurada Virgem Maria.

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No campo do escudo, em duas partes, os sinais que caracterizam particularmente nossa Diocese: na parte inferior com fundo em azul, os sinais que apontam para os rios: Paranapanema, Paraná e Ivaí, que circundam e limitam nosso território diocesano. Na parte superior com fundo em vermelho, a coroa que aponta para a Virgem Maria, Mãe e Padroeira e as doze estrelas que a circundam, lembrando os Apóstolos de Jesus e com Eles, a Igreja de ontem, de hoje e de sempre.

A partir deste simbolismo podemos nos reportar ainda à mulher do Apocalipse, vestida de sol e com uma coroa de doze estrelas na cabeça. Nesta mulher, o sinal significativo da mãe de Jesus e dos seus discípulos, como apreciaram os padres da igreja ao longo da história. Sob a proteção de tão querida mãe nos refugiamos e com ela desejamos “fazer tudo o que Jesus disser”.


Autor: Dom Sérgio Aparecido Colombo (bispo de 2004 a 2008)

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