23 SET 2016

Estupro

Estupro

De que é a culpa? Da vítima ou do estuprador?


A Cultura de estupro deve ser um assunto de todos, precisamos falar sobre machismo, sobre misoginia, sobre essa cultura patriarcal, sobre esses assuntos relevantes ligados ao tema. Estupro é uma violência, é uma violação grave dos direitos humanos que atinge mulheres desproporcionalmente e o culpado pelo estupro não é a vítima e sim o estuprador. 

Hoje a mulher cultiva sua independência e a cada dia conquista seu espaço como mulher, como profissional e dentro da família. Pesquisas já comprovam que uma boa parte das mulheres sustenta a sua família e continua na luta por seus direitos, e mesmo assim, nesse contexto, ainda é julgada e responsabilizada pelo estupro. 

Segundo pesquisa inédita publicada pelo Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a frase “A mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar de ser estuprada” é alvo de concordância de um a cada três brasileiros.  

Infelizmente esses dados são atuais e demonstram o quanto somos atrasados como seres humanos pensantes, como culpar a vítima do estupro ao invés do estuprador? 

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É mais fácil acreditarmos em narrativas de uma suposta malícia inerente das mulheres do que lidarmos com o fato de que homens cometem um estupro, de que existe sim a misoginia, e esse ódio pelas mulheres também leva ao estupro. 

A cultura do estupro é visível nas imagens publicitárias que objetificam o corpo da mulher. Nos livros, filmes, novelas e seriados que romantizam o perseguidor. No momento que acatamos como normal recomendar às meninas e mulheres que não saiam de casa à noite, ou sozinhas, ou que usem roupas recatadas. 

A cultura do estupro é machista, e o machismo cria e mantém a cultura do estupro. É machismo partir do pressuposto de que o que uma mulher revela sobre estupro é invenção. É machismo duvidar das mulheres por partir do pressuposto que uma declaração sobre estupro é falsa. 

A cultura do estupro existe e é visível, e sexo sem consentimento é estupro, ainda que alguns relutem em admitir isso. Falar, divulgar e publicar o assunto, nos ajuda a reeducar essa sociedade a enxergar e valorizar essa nova mulher que surge nesse tempo de conquistas.



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