04 SET 2020

Povos da Amazônia precisam de uma Igreja próxima e permanente

Um dos patrimônios naturais mais valiosos da humanidade está prestes a ser celebrado: neste sábado, 5 de setembro, é o Dia da Amazônia. Em véspera de valorização à maior floresta tropical do planeta, porém, é preciso partir da conscientização da sociedade diante das ameaças a esse bioma – sobretudo em período de pandemia.

A Conferência Eclesial da Amazônia criada recentemente e que integra todos os possíveis serviços e ministérios – padres, bispos, cardeais e leigos – é uma postura corajosa da Igreja para ouvir os clamores daquela região e em diálogo com os povos originários, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Entre os representantes dos episcopados da Pan-Amazônia que fazem parte da conferência, representando os bispos brasileiros está dom Neri Tondello, bispo de Juína, no Mato Grosso. Ele acredita que a Igreja precisa realmente incrementar o rosto amazônico, do jeito certo, com todas as problemáticas enfrentadas, sem ser “uma Igreja de visita”:

“A Igreja, ela precisa viver na Amazônia. Me parece que a Igreja da Amazônia foi uma Igreja em que nós demos pouco conta das possibilidades locais de evangelização. O rosto amazônico tem que ser incrementado, por isso se trata da Igreja que se sinta de fato encarnada, do jeito certo. A Igreja não pode ser uma Igreja visitadora, tem que ser uma Igreja permanente, uma Igreja próxima e que está enraizada ali. Por isso, para ser enraizada, tem que ser mais inculturada. Inclusive os ministérios na Igreja têm que vir da própria região, porque ela tem os gritos, os apelos, e também vai suscitar as respostas Agora, os missionários locais, nascidos ali, vão conseguir fazer muito mais no que diz no cuidado com a natureza, com o meio ambiente, e aquilo que é de direito dos próprios povos originários que ali moram desde sempre”.

Fonte: Vatican News/Foto: Ansa
Autor: Andressa Collet

Compartilhe esta publicação