12 JUL 2019

Reunião do conselho permanente da CNBB

Estive há pouco dentro do avião, retornando de Brasília, onde estive participando pela primeira vez da reunião do Conselho Permanente da CNBB (25 a 27 de junho).Fui

tomado por uma grande gratidão a Deus por ter me colocado em tal missão. Sinceramente não mereço. É pura gratuidade de Deus. 


O Conselho Permanente, formado por 40 bispos, é que decide os rumos da Igreja do Brasil, depois da Assembleia Geral dos Bispos, que é soberana. Sou o mais jovem e

sinto-me um anão no meio desses bispos gigantes: grandes no conhecimento, na fé, na sensibilidade, na profecia, na caridade, no sacrifício de si próprios ao povo... Várias

vezes me surpreendi fascinado, como que saboreando as palavras com que vão  pontuando as coisas, remetendo-se à experiências vividas e à sabedoria bimilenar da

Igreja. Conheço um a um e fico admirado, pois são incansáveis, encantados pelo Evangelho e apaixonados pela Igreja, na qual doam a vida! Ao intervir algumas vezes

durante a reunião, senti a responsabilidade de cada palavra, pois aquilo que se diz ali pode mudar a vida de milhares ou milhões de pessoas, como também os caminhos da

Igreja do norte ao sul do país. 


O Conselho Permanente é como o Conselho das Paróquias ou o Conselho de Presbíteros de uma Diocese, mas com abrangência nacional. Aqui entram em pauta os grandes

temas da Igreja e da sociedade. O diálogo, que ocupa a maior parte do tempo desse Conselho, é de grande aprendizagem. Isso alarga o horizonte e exige que se dilate o

coração, gerando interesse por aquilo que em outros tempos passaria despercebido. Fui eleito pelos bispos do Paraná para participar desse Conselho no quadriênio 2019-

2023. Assim, irei várias vezes ao ano para a Capital Federal. Provavelmente será também cansativo, mas não importa! Irei com alegria!

Só peço a Deus que Ele me ajude a ser seu instrumento para o bem do Povo de Deus e para sua maior glória!


Dom Mário Spaki
Bispo Diocesano de Paranavaí

Compartilhe esta publicação