12 JUL 2019

Um ano de Bispo em Paranavaí

Dia 8 de julho de 2018, diante de uma multidão imensa no Parque de Exposições de 

Paranavaí, recebi a posse canônica da Diocese, por ocasião do seu jubileu de ouro.

Eu vim para cá trazendo dentro de mim uma grande expectativa. E um ano depois, o que

dizer? A resposta a essa pergunta virá no final desse texto.

Poucos dias depois da posse, em reunião com os padres, apresentei alguns elementos

positivos que observei, de imediato, e que continuam válidos. São os seguintes: Diocese

de ótimo tamanho; paróquias pequenas que permitem proximidade com o povo; clero

comprometido; presença razoável de religiosos\as; povo bastante acolhedor e

participativo; clima de espiritualidade; força evangelizadora dos movimentos eclesiais e

acampamentos; potencial evangelizador dos leigos; diaconato permanente em

desenvolvimento; organização diocesana contábil e administrativa e caminhada em

comunhão com a Igreja do Regional e do Brasil.

Observei também alguns pontos a serem melhorados, a saber: comunhão no

presbitério e fraternidade presbiteral; corresponsabilidade pela Igreja no todo e pela

evangelização; cultura vocacional e corresponsabilidade pelas vocações; dimensão

missionária; atuação social; valorização dos conselhos de pastoral; comunicação dentro

e fora da Igreja, especialmente nas redes sociais; dízimo como expressão de fé e

pertença à comunidade e festas mais evangelizadoras. Enfim, enfatizei que precisamos

crescer na comunhão em vista de harmonizar visões diferentes da mesma Igreja.

No decorrer deste ano, pessoalmente, sinto crescer dentro de mim a paixão pela Igreja, o

encanto e, mesmo se apareceram alguns desafios, as alegrias foram bem maiores. Hoje

observo uma série de coisas bonitas, a saber:

- Na medida em que vou conhecendo, cresce a minha estima pelos padres. Aprecio

sempre mais a atuação pastoral deles. E um ou outro que estava cansado ou precisando

tratamento estamos proporcionando.

- Em cada celebração continuo sendo acolhido com muito carinho pelo povo. Os

abraços no final das missas e as fotos continuam como antes. E a bênção das crianças,

com a recitação do Santo Anjo por alguma delas, está ficando quase que obrigatória.

- Nesses meses vimos resolver-se a questão da Rádio Cultura FM 93,7. Essa emissora

agora pertence à Igreja Católica e está em crescente audiência. Trouxemos para a nossa

rádio o Padre Reginaldo Manzotti, o Padre Adão Dias Martins e também eu tenho feito

breves comentários ao Evangelho do dia. Mudamos a programação...

- Estamos organizando as Equipes Vocacionais Paroquiais e em todas as Igrejas

(imagino que em todas!) está sendo rezada a dezena pelas vocações. Em efeitos, as

vocações estão aumentando. Estamos prevendo que o nosso seminário de filosofia ficará

pequeno para acolher os seminaristas, já em 2020.

- Na Pastoral da Comunicação ainda estamos no início de algo que deverá crescer

bastante. Em todo caso, a nossa página do facebook tem mais acessos do que páginas de

grandes dioceses do Brasil.

- Nas Pastorais Sociais vimos crescer o número de Conferências dos Vicentinos; a

Pastoral da Pessoa Idosa está sendo implantada em várias paróquias e até a difícil

Pastoral Carcerária teve um encontro diocesano com 60 agentes.


- Conseguimos implantar uma ação conjunta de entreajuda das paróquias em vista da

aquisição de carros. Assim, a cada mês uma paróquia está trocando seu carro usado por

um novo, mesmo as que dispõem de menos recursos.

- Demos os primeiros passos com a Comissão para os Bens Imóveis, por meio da qual

esperamos regularizar todos os imóveis da Diocese no prazo de dois anos.

- Criamos o Núcleo da Comunidade Pietá que, daqui a dois anos, ajudará na escuta

terapêutica de adolescentes, jovens e pessoas de qualquer idade que passam por

sofrimentos emocionais.

- Enfim, estamos elaborando, num trabalho conjunto, um compêndio de documentos

para a Diocese que nos ajudará a ter uma caminhada mais articulada.

Somente diante desses pontos, já posso dizer: as minhas expectativas foram

superadas! E se o primeiro ano de bispo é o mais difícil (assim falam os bispos), tenho

boas razões para crer que a alegria tende a ser maior!

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