08 JUN 2019

A Pastoral da Igreja do Brasil: Orientação para os próximos quatro anos

Os Bispos do Brasil, reunidos em Assembleia, em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio de 2019, aprovaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para os anos 2019 a 2023. As novas diretrizes ressaltam uma igreja acolhedora, que se transforma em casa, principalmente para os mais vulneráveis, como jovens e idosos. O eixo fundamental das diretrizes é recuperar o sentido da Igreja como casa. O texto está estruturado em quatro partes A primeira, que inclui uma introdução e o 1º capítulo, busca apontar para qual direção a Igreja no Brasil quer caminhar nos próximos quatro anos. A pergunta a que se buscou uma resposta é a seguinte: como a nossa Igreja no Brasil agora se coloca diante deste novo momento da realidade brasileira? Nesta parte, inspirado no livro do Apocalipse, o texto afirma que Deus mora na cidade. O 2º capítulo é composto pelo olhar que a Igreja faz sobre a cidade, destacando quais são os pontos determinantes na vida urbana. Na sequência, o 3º capítulo, propõe a reflexão e o julgar a partir do magistério da Igreja. O 4º e último capítulo, constitui-se de indicadores que apontam sobre qual maneira a Igreja no Brasil pode estar presente da melhor maneira possível neste novo mundo urbano. Comunidades eclesiais missionárias Pede-se, nas diretrizes um novo retorno às fontes para olhar a experiência das comunidades primitivas e inspirados por elas formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias: que essas comunidades eclesiais missionárias tenham jeito de casa, de acolhida, não uma coisa estática de paredes simplesmente, ou da estrutura física. Mas, acima de tudo as diretrizes falam de um jeito de ser, de uma postura que lembre, evoque a ideia da casa que acolhe, que é espaço de ternura e misericórdia. A casa é onde as pessoas são conhecidas pelo nome, pelo seu jeito de ser, onde têm história. Na proposta das diretrizes a casa é sustentada por quatro pilares essenciais: Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; o pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis e o pilar da Missão, porque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária. A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida muito mais do que um lugar social geográfico, mas como uma mentalidade e cultura. Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença. Como casa. Como comunidade eclesial missionária. As comunidades são convidadas, segundo o que propõe as novas diretrizes, a serem luzes no meio do mundo. As comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no ambiente de trabalho, mas também nas paróquias, nas capelas, nos colégios católicos, nas obras sociais. Em toda parte.

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