10 JUN 2015

Mais uma vez o diaconado permanente na Diocese de Paranavaí

Conforme estava anunciado aconteceu, no dia 16 de maio o primeiro encontro com aspirantes ao Diaconado Permanente em nossa Diocese. Podemos dizer que foi um sucesso. Tivemos a presença de 41 pessoas e, ainda, alguns que não puderam estar presentes neste dia, mas que já manifestaram o desejo de juntar-se a este grupo. É claro que nem todos estes farão os estudos necessários para este ministério. Teremos ainda outros encontros para continuar no discernimento necessário para evidenciar uma vocação ao Diaconado Permanente.

Este ministério foi muito presente na Igreja primitiva. Quem não recorda da passagem dos Atos dos Apóstolos em que é narrada a escolha dos sete diáconos (6,1-7): …homens de confiança, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Em vários textos dos Santos Padres os diáconos são mencionados com fartura. “O Concílio Vaticano II (LG 29) restaurou o diaconado como grau próprio e permanente da hierarquia e estabeleceu condições teológico-pastorais favoráveis para que esse ministério pudesse desenvolver-se plenamente. Entre tais condições ressaltam-se a eclesiologia de comunhão e participação; a teologia da diversidade dos carismas e ministérios; o poder como serviço; além da própria necessidade pastoral” (Doc. 96 da CNBB n.4).

No Brasil tivemos as primeiras manifestações ainda antes do Concílio tendo em vista a restauração do Diaconado Permanente. Vários encontros contribuíram para amadurecer a opção pelo diaconado: São Paulo (1965); Campinas (1966); Porto Alegre (1970); Campo Grande (1981), etc. Assim foi se consolidando o processo de sua implantação e abrindo novas perspectivas pastorais.

As maiores dúvidas e questionamentos que apareceram no primeiro contato com os “aspirantes” ao diaconado permanente foram: a diferença dos termos “diaconato” e “diaconado”; o pensamento e expectativa dos padres com relação a este ministério?; o diácono pode trabalhar em outra paróquia que não aquela de origem?; as comunidades estão crescendo e se desenvolvendo. Seremos uma ajuda para os padres, somaremos forças; a partir de quando a Igreja deu esta abertura?; como será e qual o tempo da formação?; qual deverá ser o envolvimento e contribuição das esposas?; quais são os requisitos básicos para ser diácono?; quais são as funções do diácono permanente?; o diácono deverá ter algum envolvimento em questões sociais e deverá assumir alguma pastoral específica?

Lumen Gentium afirma que os diáconos são fortalecidos com a graça sacramental que lhes vem do sacramento da Ordem (LG 29). Os diáconos exercem seu ministério partilhando inúmeros serviços com os cristãos e agentes de pastoral. Todavia, por força da ordenação, eles contam com a graça sacramental, pela qual, junto com os bispos e presbíteros, são postos à parte para uma missão específica e irrevogável. É sacramento da caridade em sentido amplo.

Após esta primeira experiência, tenho para mim que podemos olhar para o futuro com confiança e alegria. Toda a comunidade diocesana é convidada a continuar rezando pelas vocações sacerdotais, religiosas, missionárias, etc. Vamos acrescentar a este esforço conjunto a necessidade da oração pelas vocações ao Diaconado Permanente. Privilegiados por poderem unir a espiritualidade do diácono e a espiritualidade de pais família podem dar uma grande contribuição na qualidade da nossa pastoral.

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