27 ABR 2016

Um pouco Sobre a Crise Política...

Em poucas palavras vou tentar dar uma contribuição na reflexão e para o entendimento do “tsunami” político que se abate sobre o nosso querido Brasil neste momento. Todos temos clareza de que o momento é muito delicado. Penso que realmente é delicado, mas não tanto que não deixe espaço para algumas certezas que devemos cultivar.

Vamos pensar em cinco pontos:

1. Todos somos contra a corrupção. Em nota publicada a pouco a CNBB alerta dizendo: “A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade”.

A corrupção é um grande mal que prejudica seriamente a vida da sociedade, fere a base da justiça e tira toda a perspectiva de crescimento e desenvolvimento porque ela atinge a todas as pessoas, desde os mais velhos até os mais jovens. Significa que baseamos a vida com pilares não de justiça, trabalho, honestidade, sinceridade, mas nos pilares da maldade, do “jeitinho brasileiro”, do engano, do roubo, da esperteza, etc. Esta cultura precisa mudar para conseguirmos que a corrupção deixe de reinar.

2. Continuar lutando pela Democracia.

Esta é uma das maiores conquistas do povo brasileiro das últimas décadas. É preciso preservá-la. Alguns até querem aproveitar o argumento contrário à corrupção para defender um regime de exceção dizendo que naquele tempo não havia corrupção no país.

Ledo engano!!! Havia tanta corrupção quanto há hoje. A diferença é que hoje a imprensa é livre e pode denunciar tais fatos com tranquilidade.

Longe de nós outro período de ditadura.

Viva a Democracia!

3. Acreditar nas Instituições Democráticas.

Mais uma vez, as palavras da CNBB: “O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacífi cas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito”. O Congresso Nacional, o Superior Tribunal de Justiça, os Partidos Políticos são chamados neste momento a cumprirem com clareza a sua missão de representantes da sociedade e procurarem pontos de convergência dos grandes temas nacionais para oferecer segurança política e social ao pais.

4. O diálogo à exaustão. Se queremos a paz precisamos nos abrir ao diálogo com o diferente.

Neste momento não pode haver imposição do que quer que seja em nome da desqualificação do outro. Ninguém tem o direito de semear o ódio destruidor pelas ruas. Todos temos que lutar pela paz: políticos, religiosos, pais, professores, estudantes, trabalhadores, governantes, trabalhadores da segurança pública, imprensa, etc. Utilizo, ainda, as palavras da CNBB: “Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno”.

5. Atenção com as próximas eleições. Como vimos a situação é difícil. É possível que surja alguém se autodeclarando “o salvador da pátria”.

Já passamos por isso. Temos que lidar com isso com a devida maturidade democrática e saber discernir entre um aventureiro da política e alguém que seja um representante legítimo da sociedade brasileira para governar nossa querida nação, nosso estado ou nossos municípios. A corrupção e a imoralidade com o patrimônio público não está só no governo federal está, também, muito perto de nós, ou seja, nos estados e municípios. Messianismos não servem neste momento.

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