23 DEZ 2015

Ano Santo da Misericórdia

No dia 08 de dezembro o Papa Francisco, em Roma, fará a abertura do Ano Santo da Misericórdia.

Na nossa diocese de Paranavaí faremos esta abertura no dia 13 de dezembro juntamente com a posse dos Ministros Extraordinários a Serviço da Comunidade que encerraram o seu ciclo de preparação neste ano de 2015.

Ao falarmos da misericórdia de Deus, podemos tentar sintetizar em três definições o que o Papa entende por misericórdia:

1. É o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro;

2. É a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida;

3. É o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.

O Papa recorda palavras e gestos reconfortantes no Concílio Vaticano II para trazer à tona a misericórdia de Deus: O Papa João XXIII no seu discurso de abertura do Concílio dizia: “Nos nossos dias, a Esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade. (…) Deseja mostrar-se mãe amorosa de todos, benigna, paciente, cheia de misericórdia e bondade com os filhos dela separados”.

E, no mesmo horizonte, o Beato Paulo VI, que assim falou na conclusão do Concílio: ”Desejamos notar que a religião do nosso Concílio foi, antes de mais, a caridade. (...) Aquela antiga história do bom samaritano foi exemplo e norma, segundo os quais se orientou o nosso Concílio. Uma corrente de interesse e admiração saiu do Concílio sobre o mundo atual. Rejeitaram-se os erros, como a própria caridade e verdade exigiam, mas os homens, salvaguardado sempre o preceito do respeito e do amor, foram apenas advertidos do erro. Assim se fez, para que, em vez de diagnósticos desalentadores, se dessem remédios cheios de esperança; para que o Concílio falasse ao mundo atual não com presságios funestos, mas com mensagens de esperança e palavras de confiança”. Logo no primeiro número da Bula que anuncia o Ano Santo da Misericórdia, Jesus é apresentado como o Rosto da Misericórdia de Deus. Ele revela a misericórdia de Deus por suas palavras, gestos e obras. Dele podemos nos aproximar para beber da fonte perene do amor de Deus Pai, paciente e misericordioso.

No número 08 recorda-se as palavras de Jesus diante da multidão que o seguia: cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor. E sentia compaixão por elas (Mt 9,36). Lembra, ainda de Mt 14,14; 15,37; Lc 7,15. De maneira especial reflete as parábolas dedicadas à misericórdia de Lc 15,1-32.

Assim, podemos afirmar que toda a gama de sentimentos que o homem pode ter, esteja onde estiver, ele pode colocar sua confiança em Deus, Santíssima Trindade. O homem dos nossos tempos sofre com a falta de compreensão da misericórdia de Deus.

Misericórdia e reconciliação parecem ser as palavras-chave para entendermos a profundidade de tudo o que está sendo proposto neste Ano Santo.

Lembremos, no nosso mundo atual, das guerras, das calamidades naturais ou provocadas, da falta de reconciliação intrafamiliar, dos conflitos entre pessoas ou grupos, da violência notrânsito, nas ruas, das muitas situações de racismo e discriminação, dos muitos problemas sociais, das muitas formas de corrupção, etc. Ao se referir as muitas parábolas e expressões de Jesus sobre a misericórdia e nas mais diferentes situações, diz o Papa: o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: « Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento » (Ef 4,26) (MV 9). Neste Ano Santo da Misericórdia vamos buscá-la nas fontes da Palavra de Deus, da meditação sobre a vida do Senhor e na Reconciliação entre nós, com Deus e com a natureza.

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