08 OUT 2015

Missão é Servir

Mais uma vez estamos no mês de Outubro que é chamado mês das Missões. É um mês temático para lembrar que a Igreja só é se for missionária. Cada ano a reflexão do Mês Missionário se aprofunda numa direção. Neste ano o tema é:

Missão é servir. A reflexão para o mês missionário, celebrado em toda Igreja, dá seguimento à proposta da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade: Igreja e Sociedade. Eu Vim para Servir” (Mc 10,45). O lema da Campanha Missionária 2015: “Quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos” (Mc 10,44), está baseado na narrativa do Evangelho, onde Cristo centraliza no serviço o perfil dos discípulos e missionários.

O Diretor das Pontifícias Obras

Missionárias, Padre Camilo Pauletti, diz que “Servir é uma das palavras que utilizamos na missão. Não existe missão, se não tiver serviço, porque serviço dá sentido à missão”. O serviço é um forte apelo ao ser missionário.

“Enxerga-se sempre a missão no sentido de que Jesus fala aos discípulos, vão a todas as partes do mundo, a todas as nações levar a boa notícia (cf. Mt 28,19-20).

A missão no trabalho do servir aqui e também em todas as partes do mundo”. A missão precisa acontecer aqui no nosso lugar, ali onde moramos. Isto torna o testemunho mais credível.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2015-2019, trazem na sua quinta Urgência, a Igreja em estado permanente de Missão. “Sempre é tempo de missão. Missão é apresentar a vida e a missão de Jesus Cristo. Cada tempo e lugar têm um modo característico para apresentar Jesus Cristo e suscitar nos corações o seguimento apaixonado à sua pessoa, que a todos convida para com Ele vincular-se intimamente” (DGAE 41).

O momento em que nos encontramos exige que o conhecimento de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, mas precisa ser explicitado continuamente. “É preciso ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-lo. Anunciar Cristo significa mostrar que crer Nele e segui-Lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de cumular a vida d’um novo esplendor e d’uma alegria profunda, mesmo no meio das provações” (DGAE 42).

O Papa Francisco tem levantado muitas vezes a bandeira da missão. Não quer uma Igreja tranquila. Quer uma Igreja missionária que ande pelas ruas, que não se sinta tranquila no seu lugar.

Quer que a Igreja vá às periferias  geográficas e existenciais das nossas cidades pequenas ou grandes. Cremos que o Evangelho é capaz de preencher os vazios existenciais de todas as pessoas.

A missão não é para que cada movimento busque aumentar o número de seus membros ou a militância de seus grupos. É uma tarefa e trabalho de Igreja comprometida com o Reino de Deus. Os afastados da Igreja e os praticantes não comprometidos, seriamente, com sua vida cristã e eclesial são os destinatários da missão e são muitos.

Que o Mês Missionário nos ajude a compreender ainda melhor a essência da Igreja que é a missão. Coloquemo-nos a serviço e em diálogo, de acordo com a melhor definição de Igreja concílio Vaticano II nos legou.

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