09 AGO 2014

Agosto: Mês vocacional

O mês de agosto é tradicionalmente o mês vocacional. Pela força do batismo todos nós somos chamados à uma missão dentro da comunidade. A vocação de todas as pessoas se resume em quatro grandes vocações, todas elas destinadas para a vida da Igreja, da comunidade. No Primeiro domingo: vocação sacerdotal por causa da proximidade do dia de São João Maria Vianney, Padroeiro dos Padres. O segundo domingo: vocação familiar, dos pais, aproveitando a festa civil tão difundida no nosso país. O terceiro domingo: vocação à vida consagrada dos religiosos e das religiosas por causa da festa da Assunção de Nossa Senhora aos céus, modelo para a vida consagrada. O quarto domingo: vocação do laicato na Igreja, ministérios leigos e catequistas. Esta é uma vocação de alcance muito amplo porque engloba todas as vocações leigas a serviço da comunidade.

Deus quis precisar de nós. Como em Jeremias 1,5: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado”. Deus espera de nós uma resposta a Seu chamado. É esta a vocação de cada um. Quando refletimos sobre a vocação, chegamos à conclusão de que o Senhor nos criou para um objetivo específico: todos nós somos chamados a participar, com nossos dons e talentos, na edificação do Reino. Se formos sensíveis em perceber esse desejo de Deus é impossível sermos indiferentes.

No meu tempo de menino, ainda no Seminário Menor, li um livro do Pe. Roque Schneider,Vocação acertada, Futuro feliz!. Viver a vocação é consagrar a nossa vida a um ideal. A nossa realização pessoal reside em entender qual é a nossa vocação e agir de acordo com os ditames de Deus que fala ao nosso coração. Naqueles anos as palavras do autor me motivavam a rezar muito para acertar na escolha da minha vocação.

O tema que deve iluminar a reflexão do mês vocacional em 2014 será: “Chamados à vida plena em Cristo”, com o lema: “Eis que faço novas todas as coisas!” (Ap 21,5). Para quem é chamado por Cristo para esta missão há muito o que fazer e há muito trabalho que produz grande alegria e satisfação de vida. A vida plena só acontece quando há alegria de viver. Infelizmente vêem-se muitos cristãos perdidos na vida por terem escolhido a sua vocação sem as devidas informações e vivem infelizes. Vejo pais que não têm vocação para ser pais e vivem infelizes. Vejo também religiosos (as) que vivem com amargurados, não são felizes. Vejo padres e bispos que não conseguem desenvolver bem o seu ministério por falta de liberdade interior para dizer sim ao projeto de Deus para a sua vida.

A felicidade, por sua vez, é corresponder ao mais profundo desejo de realização que existe dentro de cada um. É o espaço da realização pessoal mesmo que existam dificuldades. Não é, portanto, a busca de simples momentos de prazer e alegria, mas é a busca de uma vida inteira de prazer e de alegria. Nela tudo vale à pena. Neste sentido não são as paixões que nos tornam felizes, mas é a busca deste ideal de vida que nos torna felizes. Este desejo corresponde ao que Deus colocou em nosso coração. Rezar pelas vocações, significa então, rezar para que todas as pessoas, especialmente os jovens possam encontrar a sua verdadeira vocação. Também este deve ser objeto da oração e da preocupação dos pais e das famílias. Nem sempre as profissões melhor remuneradas constituem a realização e a felicidade dos filhos.

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