26 JAN 2015

Preocupações no início de um novo ano

Estamos vivendo o início de um novo ano com suas alegrias, suas preocupações e, especialmente o grande número de atividades que se apresentam no trabalho de evangelização. Com as atividades já planejadas queremos dar a nossa contribuição na construção do Reino de Deus. Este é o objetivo final de tudo o que fazemos na atividade pastoral. Pastoral não é somente celebrar missas e administrar sacramentos, mas é o trabalho de condução do Povo de Deus para o crescimento na fé e na sua aplicação histórica respeitando os desafios culturais da nossa época.

Uma atividade de muito significado neste ano de 2015 é o início da catequese com inspiração catecumenal. Esta é uma catequese menos sacramental e mais vivencial, menos teórica e mais prática, menos doutrinal e mais bíblica. Durante todo o ano passado foi realizado um trabalho sério de formação dos catequistas do primeiro ano para poderem assumir, com boa qualificação, neste ano de 2015 as suas turmas e conduzi-las por esta nova metodologia. Seguindo de ano em ano pretendemos chegar em 2018 com todo o trabalho catequético dentro da metodologia catecumenal. É um grande avanço.

Outro campo de trabalho intenso é com a Pastoral Juvenil. Há um grande número de atividades planejadas e que precisarão do esforço de muitas pessoas para serem tiradas do papel. O ano de 2014 já mostrou um bom caminho feito em busca da “unidade na diversidade”. O próximo ano deverá ser melhor ainda. Convido os jovens a não se deixarem levar pelos ventos da divisão. Há sempre aqueles que pensam que não precisam dos outros. Quero desafiar a cada um a não se achar melhor que o outro, mas a ser um discípulo de Jesus Cristo cada vez mais dedicado e convertido. O testemunho de unidade com a Igreja diocesana é muito importante para os jovens.

A Pastoral Familiar deverá dar grandes passos em 2015. Também este é um trabalho de intenso diálogo e procura de caminhos comuns para todos os carismas que trabalham de alguma forma com a família. O ano de 2014 foi rico e de descoberta de possibilidades de um caminhar conjunto. A busca de um diálogo e envolvimento maior com as paróquias deverá ser o próximo passo. Entendermos melhor as periferias “geográficas e existenciais” que ameaçam as famílias da nossa diocese e buscar caminhos de ajuda e entreajuda, é a missão da Pastoral Familiar.

Além disso o ano de 2015 se caracterizará pela Assembleia Diocesana para a preparação do XVI Plano Diocesano da Ação Evangelizadora. É importante pelo fato de ser a reflexão sobre a pastoral planejada para os próximos quatro anos da nossa diocese. Teremos que refletir bem sobre os passos dados nos últimos anos para projetar com sabedoria os passos a serem dados nos próximos anos. Esta é a exigência de uma ação evangelizadora planejada e executada com responsabilidade.

Duas boas notícias também fazem parte do rol de atividades deste ano: a Escola de Educação Política e Fé e o início dos trabalhos ao redor do Diaconato Permanente em nossa diocese. A primeira traz no bojo a necessidade de um diálogo mais profundo com a sociedade do Extremo Noroeste e a possibilidade de refletir sobre a colaboração da Doutrina Social da Igreja no desenvolvimento cultural da região. A segunda corresponde a um anseio de muitos para que o Diaconato Permanente seja mais valorizado na nossa Igreja Particular. São questões importantes para a nossa caminhada pastoral. Há, com certeza, espaço aberto para a atuação de bons diáconos nas nossas cidades. Eles não são chamados apenas para a atuação na liturgia, mas acima de tudo, na presença da Igreja em outros campos de atuação: comunicação, educação, saúde, conselhos municipais, imprensa, universidade, pastorais sociais, economia, etc.

Confiemos a Maria Mãe da Igreja o ano de 2015 e trabalhemos com o melhor das nossas forças. Feliz Ano de 2015 a todos.

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